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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

árvores artificiais para reduzir carbono

A briga entre os países na tentativa de continuar fazer o que sempre fizeram é grande – a eterna corrida do desenvolvimento econômico - e para isso as alternativas estão sendo elencadas aos gritos. Varias já foram divulgadas e como sempre causam polemica. Os britânicos divulgam a tecnologia de árvores artificiais colocadas junto a rodovias para a captura de CO2.
“As árvores (artificiais) trabalham capturando o CO2 do ar através de um filtro. Depois disso, o carbono seria removido e armazenado. O relatório sugere ainda que novas tecnologias para armazenagem de CO2 continuem a ser desenvolvidas em paralelo ao projeto das árvores. Em um relatório publicado nessa semana pela Instituição Britânica de Engenheiros Mecânicos, os engenheiros afirmam que por US$ 20 mil (R$ 37mil), uma única árvore artificial poderia remover o CO2 emitido por 20 carros.”. (BBC Brasil).
Cabe saber para onde irá todo esse lixo quando acabar a vida útil dessas “plantas européias”, provavelmente teremos mais contêineres chegando nos nosso portos dentro em breve. E não é só isso todas essas medidas são apenas paliativas, o que é necessário é repensar o modelo... mas sobre isso ninguém quer falar, nem hoje nem tão cedo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

“Insustentável leveza do ser”

Em nada refere-se o titulo do livro, mesmo que de leve não tem nada, mas sim a uma pequena critica a moda atual da sustentabilidade, não tão recente, mas cada dia mais impregnada ao cotidiano urbano atual. Hoje de manhã ao ler um jornal me deparo com uma pequena multiplicidade de idéias que esse jargão encarnou na vida moderna, onde dispunha de um caprichado repertorio para uma vida sustentável e uma fomentada disputa geopolítica.
Por um lado 1001 passos para cuidar do planeta em ações cotidianas, em uma vida realmente sustentável. Entre as que estavam em destaque, a barba por fazer no final de semana e a viagem de férias para lugares próximos, entre outras “certeza” dos comunicantes tornariam o planeta mais “feliz”. Aguardo ansiosamente o dia em que vou me deparar com títulos do tipo que os adolescentes deveriam conter seus rompantes sexuais, porque isso sim aqueceria o planeta, ou então deverão parar com a idéia de ficar com vários em um mesmo dia, pois isso também torna insustentável nosso planeta, onde cada impulso desses, somado quantitativamente pelo número populacional da faixa etária, promoveria o terrível aproximar apocalíptico freneticamente quente.
Porém, do outro lado, onde confabulam os “peixes grandes” a briga política já tracejada para a cúpula de Copenhague, a China declara que não pretende entrar na luta pra redução da emissão de CO², e joga com a responsabilidade histórica dos já “desenvolvidos”para combater o “desastre”, já por outro lado o Brasil pretende lançar metas e juntamente com os países “desenvolvidos” no sentido de reduzir a emissão até 2020. Pelo menos o “bom moço” Barack Obama diz que os EUA não repetirá Kyoto (1997) e entrará no cabo de guerra político em prol da felicidade geral da nação.
Porém contrastando com essa vontade global e local de ser sustentável os nossos governos em épocas de crise, reduzem o IPI de automóveis incitando o gosto pelo consumo automobilístico, já tão grato no país, ainda recebemos algumas toneladas de lixo, não qualquer lixo, mas sim um lixo importado do primeiro mundo, inglês, mas nada bem alinhado, e ainda para o aumento do caos uma companhia siderúrgica que receberá uma multa que pode chegar em R$ 50 milhões pelo derramamento de óleo no ocorreu diretamente no Rio Paraíba do Sul, o dinheiro vai pra algum lugar, mas o óleo já esta nas águas.
O mix de idéias postulados por um tema tão caro na atualidade realmente me assustam, pois destorcem o contexto dos acontecimentos, responsabilizando de forma homogênea a todos independente da sua ação, enevoando o problema não recente, mas em crise atual. A sobrevivência de um sistema de consumo, lutas políticas e minha barba terceiromundista no meio de tudo isso.
Mesmos com as contradições que marcam esse debate liberando uma multiplicidade de vozes, algumas destoado o coro, mas não com menos força. Na briga entre a China, crise financeira global e a minha barba de final de semana, realmente penso se darei conta de sustentar o planeta.
Salve-se quem puder...